Classe 37 do INPI: Construção, reparo e instalação
Produtos típicos da Classe 37 da Classificação de Nice: construção, reparo e instalação.

Classe 37 INPI: o que ela protege (e o que todo mundo erra)

Classe 37 do INPI: construção civil, reformas, instalação e manutenção. Onde construtoras e prestadores registram a marca e o furo comum das incorporadoras.

Atualizado em 08 jul 2026·4 min de leitura

Construção, reforma, instalação e manutenção moram na classe 37, a mesma que protege quem levanta prédio e quem conserta telhado. O furo mais comum é achar que obra entregue já é marca protegida.

Uma construtora consolida o nome ao longo de anos de obra. Prédio depois de prédio, sempre o mesmo letreiro no canteiro. Nunca registrou a marca, "todo mundo na cidade conhece", diziam. Não precisava de papel.

Aí vem o primeiro empreendimento com marca própria, o lançamento que ia virar a virada de chave do negócio. Antes de fechar a campanha, alguém confere no INPI se o nome está livre. E não está: outra construtora, em outro estado, registrou o mesmo nome na classe 37 três anos antes.

Obra entregue não é marca protegida. No setor da construção, o nome costuma ser a única garantia que o cliente vê antes do prédio existir, e é justamente essa garantia que fica exposta quando a marca nunca foi registrada.

O que a classe 37 protege

Em uma linha: construção, reparo e instalação, o serviço de erguer, consertar ou instalar alguma coisa, não o produto em si. No detalhe, ela cobre atividades como:

  • Construção civil: obras residenciais e comerciais, construção naval, construção de fábricas, pavimentação, demolição e supervisão de obra.
  • Reformas e manutenção predial: pintura, alvenaria, encanamento, elétrica, impermeabilização, cobertura de telhado, limpeza de fachada.
  • Instalação e reparo de equipamentos: ar-condicionado, aquecimento, elevadores, alarmes, computadores, máquinas de escritório.
  • Manutenção automotiva: oficinas, lavagem, troca de bateria, recauchutagem de pneus, recarga de veículo elétrico.
  • Serviços de limpeza e conservação: lavanderia, limpeza de interiores, desinfecção, dedetização fora do contexto agrícola.

A classe 37 protege quem executa: quem constrói, instala ou conserta. Quem só vende os materiais ou os equipamentos, sem prestar o serviço, normalmente está em outra classe.

Quem normalmente mora na 37

  • Construtoras e incorporadoras, mesmo quando o produto final é um imóvel.
  • Empreiteiras e empresas de reforma, de pequeno porte a grandes obras.
  • Instaladores e técnicos (elétrica, hidráulica, climatização, telefonia, segurança).
  • Oficinas mecânicas e centros automotivos.
  • Lavanderias, empresas de limpeza predial e de dedetização.

O erro que mais custa caro: achar que a obra entregue é a marca protegida

"A gente é conhecido na região, todo mundo sabe quem construiu aquele prédio." É esse tipo de raciocínio que deixa a classe 37 aberta para quem chegar primeiro no INPI.

Reputação de rua não é registro. Enquanto a construtora espera o nome "se firmar sozinho", qualquer outra empresa (em qualquer estado do país) pode protocolar o mesmo nome na 37 e sair na frente. Quando isso acontece, quem construiu a reputação é quem corre atrás, e correr atrás depois que a marca já está registrada em nome de outro custa muito mais do que o pedido original custaria.

Tem também o erro inverso: registrar só a construção (37) e esquecer que o negócio já vende também administração de obra ou consultoria imobiliária, que caminham para outras classes, como a 35. Cada frente de atuação pede sua própria análise, e vale entender quanto custa registrar uma marca antes de decidir quantas classes proteger de uma vez.

Como saber se a 37 é a classe da sua marca

Depende da atividade real prestada (construir, instalar, reparar) e não do produto que resulta dela. E antes de protocolar, existe uma pergunta anterior: já tem alguém com nome parecido registrado na 37 ou nas classes vizinhas do setor?

É isso que a busca de anterioridade e o laudo de viabilidade respondem antes do primeiro real gasto com um pedido que pode ser negado. A escolha da classe deixa de ser suposição e vira decisão baseada em fatos, não em "aqui todo mundo conhece".

Construiu o nome na obra. Já registrou a marca?

O laudo de viabilidade cruza sua marca com mais de 2.000 casos já analisados e devolve um parecer de cerca de 50 páginas sobre as chances reais de registro na classe 37.

Perguntas frequentes

O que a classe 37 do INPI protege?
A classe 37 cobre serviços de construção civil, reformas, manutenção predial, instalação de equipamentos (ar-condicionado, elevadores, alarmes), manutenção automotiva, lavanderias e serviços de limpeza especializada.
Quem vende materiais de construção precisa da classe 37?
Não. A classe 37 é para quem executa o serviço de construir, instalar ou consertar. Quem apenas vende materiais ou equipamentos sem prestar o serviço protege uma atividade de comércio, que cabe na classe 35.
Minha construtora é conhecida na região. Isso substitui o registro de marca?
Não. Reputação local não é registro. Enquanto o nome não estiver protocolado no INPI, qualquer empresa pode registrar o mesmo nome na classe 37 e sair na frente legalmente, independentemente de quem construiu a reputação primeiro.

A sua marca pode ser registrada?

O laudo de viabilidade analisa a chance real do seu nome antes de você pagar a taxa do INPI. Mais de 2.000 marcas analisadas, cerca de 50 páginas de parecer.

Quero um laudo de viabilidade