Classe 15 do INPI: Instrumentos musicais, estantes e batutas
Produtos típicos da Classe 15 da Classificação de Nice: instrumentos musicais, estantes e batutas.

Classe 15 INPI: o que protege

Classe 15 INPI protege instrumentos musicais, suas partes, estantes de partitura e batutas. Veja quem precisa, o erro comum e quanto custa registrar.

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Nicolas Amaral

Cofundador da Genesis

Atualizado em 16 jul 2026

3 min de leitura

Um luthier em Guarulhos acabou de vender o quinto violão da série que leva o nome que ele criou. Cliente elogiou, pediu indicação, virou boca a boca. Aí ele senta pra registrar a marca no INPI, olha a lista de 45 classes e trava. Instrumento musical é qual número? Ele chuta a 9, porque tem captador e sai som de um alto-falante. Chute errado, e é o tipo de erro que custa caro.

O que a classe 15 protege

A classe 15 cobre instrumentos musicais, suas partes e seus acessórios. O cabeçalho oficial vai além do "instrumentos musicais" resumido: inclui também estantes e suportes para instrumentos e partituras, e batutas para regentes.

Na prática, entram aqui:

  • Instrumentos de corda: violão, guitarra, violino, violoncelo, contrabaixo, harpa, cavaquinho.
  • Instrumentos de sopro e percussão: flauta, saxofone, trompete, clarinete, bateria, pandeiro, tambores.
  • Instrumentos de teclado: piano, teclado, órgão, sintetizador.
  • Instrumentos eletrônicos e mecânicos: baterias eletrônicas, pianos mecânicos, caixas de música, órgãos de realejo.
  • Partes e acessórios: cordas, palhetas, cravelhas, pedais, diapasões, breu (colofônia) para arcos, chaves de afinação.
  • Suportes: estantes de partitura, suportes para instrumentos, estojos e cases, batutas de maestro.

Se o produto é feito para produzir música, ou é uma peça que faz o instrumento funcionar, o lugar dele é a classe 15.

Quem precisa da classe 15

Precisa dela quem fabrica ou tem marca própria em instrumentos: luthiers, fábricas de violão e violino, marcas de baterias, montadoras de teclados, oficinas que produzem cavaquinhos artesanais. Também precisa quem fabrica acessórios e partes, como fabricantes de cordas, palhetas, cases, estantes e afinadores mecânicos. Se o seu nome está estampado no instrumento ou na embalagem do acessório, a classe 15 é a base do seu registro.

O erro que confunde a classe 15 com a 9

O tropeço clássico é achar que instrumento eletrônico vira automaticamente classe 9, a classe de aparelhos e equipamentos eletrônicos. Não é assim. Um teclado, um sintetizador ou uma bateria eletrônica são instrumentos musicais, função principal é fazer música, então ficam na 15. A classe 9 entra quando o produto é equipamento de áudio que não toca sozinho: interface de gravação, mixer, pedaleira de efeitos digitais, software de produção musical, fones e alto-falantes. Uma marca de bateria eletrônica que também lança um pedal de efeito e um app de metrônomo vai precisar das duas classes, cada uma protegendo um tipo de produto.

Tem ainda o outro lado da moeda. Se você não fabrica, só revende instrumentos importados numa loja de música, quem protege a marca da sua loja é a classe 35, de comércio e varejo, não a 15. Fabricar e vender são coisas diferentes aos olhos do INPI, e muita loja registra na classe errada por não saber disso.

Quanto custa registrar na classe 15

A taxa oficial do INPI é de R$ 440 por classe com o desconto de 50% para MEI, ME, EPP e pessoa física, ou R$ 880 no valor cheio. Esse é o pagamento unificado que vigora desde 20/09/2025 e já cobre o exame, o certificado e os primeiros 10 anos de vigência. A marca vale por 10 anos e é renovável por períodos iguais.

Dois pontos que ninguém gosta de descobrir tarde: o prazo médio de análise é de 8 a 14 meses, e a taxa não volta se o pedido for negado. Se você pagar e o INPI recusar por causa de uma marca parecida já registrada, o dinheiro fica lá. Veja o detalhamento em quanto custa registrar uma marca.

Antes do protocolo, tire a dúvida da classe

O erro entre 15, 9 e 35 é o mais comum de quem faz e vende música, e é justamente o que faz o INPI negar sem devolver o dinheiro. Antes de protocolar, vale rodar um laudo de viabilidade. Ele confirma se o seu produto é mesmo classe 15, aponta se você precisa somar outra classe e checa se já existe marca parecida no caminho. Meia hora de análise contra 14 meses de espera perdida.

Fontes oficiais: WIPO, Nice Classification, Classe 15 e INPI, Notas Explicativas da Classificação de Nice.

Perguntas frequentes

A classe 15 cobre violão, guitarra e teclado ao mesmo tempo?
Sim. A classe 15 é definida pela categoria (instrumentos musicais), não pelo tipo de instrumento. Violão acústico, guitarra elétrica, teclado, bateria, violino e sopros cabem todos na mesma classe. Você registra a marca uma vez na 15 e ela vale para toda a sua linha de instrumentos, sem pagar por cada modelo.
Meu instrumento é eletrônico. Ainda é classe 15 ou vira classe 9?
Instrumentos eletrônicos musicais (teclados, sintetizadores, baterias eletrônicas) ficam na classe 15, porque a função principal é fazer música. A classe 9 entra quando o produto é equipamento de áudio que não toca sozinho, como interface, mixer, pedal de efeito digital ou software. Se você vende os dois, precisa das duas classes.
Preciso registrar em cada instrumento que fabrico?
Não. Uma marca registrada na classe 15 protege o nome para toda a família de instrumentos musicais, partes e acessórios daquela classe. O que multiplica o custo é atuar em classes diferentes, por exemplo vender instrumentos (15) e também dar aulas de música (41), o que exigiria duas classes.

A sua marca pode ser registrada?

O laudo de viabilidade analisa a chance real do seu nome antes de você pagar a taxa do INPI. Mais de 2.000 marcas analisadas, cerca de 50 páginas de parecer.

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